terça-feira, 26 de maio de 2009

Kumo é a arma da Microsoft contra o Google



Kumo: os resultados da busca são divididos em categorias, que são listadas num menu para rápido acesso
O mecanismo de busca, que vai substituir o atual Live Search, deve ser apresentado na próxima semana.
Como já comentei neste blog, o Kumo vem sendo testado internamente na Microsoft. Ele usa a tecnologia desenvolvida pela Powerset, empresa que foi adquirida pela Microsoft no ano passado. Também usa software livre em seus servidores. Embora isso não tenha sido confirmado pela turma de Redmond, há expectativa de que o Kumo seja oficialmente revelado na próxima semana, durante o evento D: All Things Digital, que vai acontecer na Califórnia. É provável que a Microsoft também anuncie o nome definitivo do serviço, que poderá ser Live Search, Kumo ou algum outro.
Pelo que sabemos até agora, o Kumo tem, como principal atrativo, o fato de categorizar os resultados das buscas, permitindo que o usuário encontre o que lhe interessa mais facilmente. A página com os links encontrados é dividida em seções, cada uma com um tipo de conteúdo.
A imagem acima é parte de uma tela que tem circulado pela web. Ela mostra o resultado de uma pesquisa no Kumo com o nome da cantora Taylor Swift. Logo no alto da página, aparecem fotos da artista encontradas na busca. Depois, vem uma seção com resultados gerais da web, começando pelo verbete correspondente na Wikipedia. Em seguida, há seções dedicadas a canções de Taylor Swift, letras de músicas, biografia da artista, áudio, álbuns e vídeos.
Esses itens também estão no menu na coluna esquerda da página. Assim, é possível clicar num deles para ver só os resultados correspondentes. A divisão está longe de ser perfeita. Nomes como músicas, canções e letras de músicas podem estar se referindo ao mesmo conteúdo ou não. Há alguma margem para confusão aí. Mesmo assim, essa maneira de organizar os resultados das buscas parece ser um avanço muito bem vindo.
Até agora, a Microsoft tem apanhado duramente do Google no mercado de busca na web. Dados da Nielsen Online publicados pela imprensa americana indicam que, nos Estados Unidos, o Google tem 64% do mercado. O Yahoo! tem 16%, e, a Microsoft, pouco menos de 10%. Como se sabe, é na veiculação de anúncios associados a buscas que está a maior fonte de receitas na web. Foi esse modelo de negócios que fez a riqueza do Google. Isso explica por que a Microsoft investe tanto nessa área. O Kumo é mais uma tentativa de contra-ataque.
É difícil prever se o Kumo vai mesmo melhorar a posição da Microsoft nesse mercado. É certo que o Google e o Yahoo! também terão novidades em seus serviços de busca. Na semana passada, em seu evento Searchealogy 2009, o Google apresentou novas maneiras de filtrar resultados de buscas. Executivos do Yahoo! fizeram o mesmo num encontro da empresa nesta semana. Assim, a competição promete ser acirrada. E, da mesma maneira que a Microsoft leva vantagem na área de software para micros por ter uma posição dominante nesse mercado, quem larga na frente na web é o Google.

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